A chefe da diplomacia americana saiu de San Pedro Sula, no norte de Honduras, em direção ao Egito, onde se unirá ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que fará no país um discurso dirigido à comunidade muçulmana.
Hillary deixou a Assembleia Geral após uma reunião bilateral com o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, depois de uma longa jornada de negociações de última hora para tentar obter um consenso sobre o levantamento do afastamento imposto em 1962 a Cuba, algo que os chanceleres, por enquanto, não conseguiram.
Os EUA respaldam a revogação da resolução aprovada há quase meio século em Punta del Este (Uruguai) para afastar Cuba do Sistema Interamericano pelos vínculos com o bloco sino-soviético.
O país, no entanto, quer condicionar um eventual retorno de Havana à OEA ao cumprimento dos princípios e valores democráticos e de direitos humanos pelos quais o organismo se rege.
A posição americana entrou em conflito com a postura de outros países como Nicarágua, Venezuela e Bolívia, entre outros, que pretendem levantar o afastamento sem condições prévias, e estão dispostos a submeter as propostas a uma votação.