A chefe da diplomacia dos Estados Unidos anunciou sua viagem em uma entrevista coletiva no Departamento de Estado, durante a qual disse que decidiu visitar Haiti após ter consultado o presidente Barack Obama.
No Haiti, Hillary vai se reunir com o presidente do país, René Préval, e com outros membros do Governo haitiano. Ela também se econtrará com a equipe do Governo dos EUA que se encontra em solo haitiano, incluindo militares e civis.
A secretária de Estado suspendeu na quarta-feira uma viagem à Ásia e nesse mesmo dia voltou de Honolulu (Havaí) para Washington, onde, com o apoio do titular da Usaid, assumiu a coordenação da ajuda americana dada pelas agências subordinadas ao seu departamento.
Hillary visita o Haiti há 35 anos. Ela e o ex-presidente Bill Clinton passaram sua lua-de-mel lá, motivo pelo qual se mostrou muito impressionada com a situação no país em várias entrevistas que concedeu após a tragédia.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.
Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 – considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da “Agência Brasil”.