A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu hoje que o Governo da República Democrática do Congo (RDC) se esforce para pôr fim aos abusos e outros crimes sexuais cometidos no leste do país.
Hillary, que está desde a segunda-feira na RDC e foi hoje para Goma, capital da província oriental de Kivu Norte, disse que “o uso do abuso a mulheres como arma de guerra deve parar e que os criminosos devem ser levados à Justiça”.
“Desde finais do século XX somos testemunhas desta horrível tendência de utilizar a violência sexual como arma de guerra para intimidar, desmoralizar e obrigar as povoações a fugirem de seus lares. Pôr fim a esta situação requer esforços do Governo congolês e de outros Governos interessados na RDC”, afirmou Hillary.
A líder da diplomacia americana se reuniu em Goma com o presidente congolês, Joseph Kabila, a quem disse que “não deve haver impunidade contra a violência sexual”.
Hillary se reuniu também com mulheres que foram vítimas de violações sexuais e abusos de direitos humanos, cometidos tanto por tropas do Exército, quanto por membros dos diferentes grupos milicianos combatidos durante a guerra civil, que terminou em 2003.
A RDC foi a quarta etapa da viagem de 11 dias por sete países da África Subsaariana, iniciada por Hillary na quinta-feira no Quênia, passando pela África do Sul e Angola e que depois da RDC seguirá para a Nigéria, Libéria e Cabo Verde.