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Hillary Clinton duvida que valha a pena voltar a promover Rodada de Doha

Arquivo Geral

03/12/2007 0h00

A senadora e pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, decease Hillary Clinton, cure questionaria firmemente se valeria a pena reativar a obstruída Rodada de Doha caso seja eleita presidente.

Em entrevista publicada hoje no jornal britânico “Financial Times”, seek Hillary disse que as teorias a favor da liberalização do comércio talvez já não se encaixem na era da globalização.

A pré-candidata democrata exigiu em outras ocasiões ao Governo americano que espere mais tempo antes de assinar novos acordos comerciais.

“Quero ter uma política comercial mais completa e pensada para o século XXI. Não há nada de protecionista nisso. É um caminho responsável. A alternativa mais simples seria retomar o que o presidente (George W.) Bush deixou pendente, e isso não é uma opção”, acrescentou.

Os comentários da senadora pelo estado de Nova York chegam em um momento crítico da corrida presidencial dos pré-candidatos democratas devido ao crescente ceticismo sobre os benefícios de uma economia global aberta.

A parlamentar não chegou tão longe em seu ataque a acordos de livre-comércio como fez John Edwards, o terceiro colocado na disputa democrata à Presidência dos EUA, que condenou o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte, promovido por Bill Clinton.

No entanto, Hillary Clinton criticou os tratados comerciais que não incluem cláusulas para proteger os trabalhadores e que não impõem regras ambientais mais rígidas.

“Sabemos com certeza que os outros países querem ter acesso a nossos mercados por causa dos nossos altos níveis de consumo, já que nos Estados Unidos não sabemos economizar”, afirmou a senadora.

“Fico preocupada com as disposições capazes de impedir que alguns países cumpram leis ambientais e de segurança mais rigorosas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Acho que devemos olhá-la (a Rodada de Doha) com extremo cuidado e tomar as medidas certas”.

A candidata também chamou a atenção para o auge dos fundos soberanos, veículos utilizados por Governos como o da China para investir seus fundos em várias partes do mundo.

Hillary considerou que esses fundos representam uma “ameaça potencial para a soberania econômica dos Estados Unidos”.

“Acho que a vigilância é legítima quando o investidor é um Governo estrangeiro. Minha principal preocupação é aumentar a transparência para que fique claro de onde procedem estes fundos e quais podem ser os inconvenientes de ter um Governo estrangeiro controlando certos ativos em nosso país”, disse.

Ela acrescentou que pediria ao presidente do Conselho Econômico Nacional que colaborasse com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional na elaboração de novas “leis de transparência”.

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