A ex-primeira-dama e senadora por Nova York afirma que não só pensa em se apresentar nas primárias que ainda serão realizadas em dez estados como permanecerá na briga até que a questão de Michigan e da Flórida, onde venceu Obama, seja resolvida.
Hillary quer que os delegados ganhos por ela nesses dois estados sejam contados para a nomeação, apesar de o Partido Democrata ter punido Michigan e Flórida proibindo-os de enviar representantes à convenção de Denver (Colorado), já que convocaram primárias antes do previsto.
Caso os delegados dos dois estados sejam considerados válidos, Hillary poderá diminuir a diferença em relação a Obama, que atualmente lidera a disputa com 1.625 votos dentro do partido, frente aos 1.486 assegurados pela senadora, segundo dados da “CNN”.
Na entrevista de hoje, Hillary descarta taxativamente as sugestões para abandonar a corrida eleitoral.
Na sexta-feira, o democrata Patrick Leahy, uma das pessoas mais influentes do Senado por ser presidente da Comissão de Justiça, pediu à ex-primeira-dama que desista da candidatura, já que não tem chances de ganhar.
Horas antes, o presidente do Partido Democrata, Howard Dean, tinha expressado seu desejo de que a legenda tenha um candidato presidencial até 1º de julho. O político disse ainda que não quer que o nomeado seja escolhido na convenção de agosto.
Na entrevista ao “Washington Post”, Hillary ignora esse pedido ao afirmar que está disposta a chegar à Convenção Democrata, que será realizada no fim de agosto em Denver, caso haja necessidade.
“Sei que há pessoas que querem acabar com isso o mais rápido possível, mas acho que estão errados. Não pretendo retirar minha candidatura até terminar o que comecei, até ver o que acontece nas dez primárias que ainda faltam ser realizadas e até a solução do problema da Flórida e de Michigan”, declarou.
“E se não resolvermos, resolveremos na convenção”, disse Hillary se referindo ao encontro onde os delegados democratas elegerão em uma votação um candidato para as eleições presidenciais de novembro.
“Não podemos continuar até que resolvamos a questão da Flórida e Michigan, porque de outra maneira o candidato não contará com a legitimidade de que necessita”, afirmou Hillary.
“Posso imaginar os anúncios que poderão ser feitos pelos republicanos e por John McCain de que não somos capazes de resolver como contar os votos de Michigan e da Flórida”, concluiu.