A secretária de Estado de Estados Unidos, Hillary Clinton, definiu hoje as conversas que manteve Washington com Pyongyang de “bastante positivas”, apesar de não ter fixado uma data para retomar o diálogo de seis lados.
“Para uma reunião preliminar, essa foi bastante positiva”, sustentou a chefe da diplomacia americana em declarações à imprensa depois de se reunir com o ministro de Assuntos Exteriores da Croácia, Goran Jandrokovic, no Departamento de Estado.
No entanto, admitiu que “ainda está por ver se e quando os norte-coreanos retornarão ao diálogo de seis lados”.
A Coreia do Norte e os EUA compartilham um “entendimento comum” sobre a necessidade de retomar o diálogo de seis lados sobre o desarmamento nuclear norte-coreano, paralisado há um ano, mas ainda não fixaram uma agenda.
Assim o confirmou hoje em Seul o enviado especial dos EUA para Coreia do Norte, Stephen Bosworth, após o retorno de sua viagem de três dias a Pyongyang com o objetivo de tentar retomar as negociações multilaterais com o regime comunista de Kim Jong-il.
Hillary opinou que se trata de uma política de aproximação baseada na “paciência estratégica” que se realiza em coordenação com seus parceiros nas conversas de seis lados, das quais participam além dos EUA, China, Rússia, Japão, Coreia do Norte e Coreia do Sul.
“Acredito que transmiti claramente aos norte-coreanos o que esperamos e como pensamos avançar, é exatamente o que foi feito” nas reuniões que manteve Bosworth com o Governo desse país, afirmou a secretária de Estado.
Apesar de Bosworth ser obrigado a retornar na próxima terça-feira a Washington sem ter arrancado dos norte-coreanos uma data para o reatamento das conversas multilaterais, Hillary minimizou este fato ao ressaltar que as reuniões em Pyongyang foram “exploratórias e não de negociações em si”.
O objetivo das reuniões era reafirmar o compromisso dos EUA com o processo do diálogo de seis lados e com a desnuclearização da Coreia do Norte, e serviam para ver a reação e a disposição de Pyongyang a uma possível nova rodada de negociações sobre seu programa nuclear, destacou.