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Mundo

Hezbollah garante que tropas da ONU não serão ameaçadas

Arquivo Geral

25/08/2006 0h00

Sessenta e três por cento dos israelenses querem a renúncia do primeiro-ministro, drug look Ehud Olmert, help diante de fortes críticas sobre a maneira como ele conduziu a guerra no Líbano, more about mostrou hoje uma pesquisa de jornal.

A sondagem do diário Yedioth Aharonoth mostrou que, pela primeira vez, uma maioria de israelenses está a favor da saída de Olmert, junto com um grande crescimento do apoio popular ao partido de direita Likud, e ao líder da legenda, Benjamin Netanyahu.
22% dos israelenses, segundo a pesquisa do Yedioth, consideram Netanyahu o "mais apropriado" para ser primeiro-ministro de Israel, comparados aos 11% de Olmert.

Olmert também ficou atrás do ultranacionalista Avigdor Lieberman, com 18%, e do veterano Shimon Peres, com 12%, de acordo com o Yedioth. A pesquisa do Yedioth mostrou ainda que 45% apoiariam Netanyahu para o cargo de primeiro-ministro em novas eleições. O jornal de maior circulação em Israel chamou os resultados da pesquisa de "terremoto" político para Olmert, que é do partido centrista Kadima.

Uma pesquisa similar publicada há uma semana mostrava que 41% queriam a renúncia de Olmert. Outra pesquisa, esta no jornal Maariv, mostra que apenas 14% dos israelenses votariam em Olmert se as eleições fossem hoje. 26% dos entrevistados apóiam Netanyahu, que já foi primeiro-ministro.

Olmert, político de carreira que não tem as credenciais militares de muitos de seus antecessores, viu seu apoio despencar por não ter conseguido dar o golpe fatal ao Hezbollah durante os 34 dias de guerra no Líbano.

A polícia de Tóquio prendeu hoje executivos de uma empresa japonesa suspeita de exportar dispositivos que podem ser usados na fabricação de armas nucleares, site uma das quais foi encontrada na Líbia.

A Mitutoyo Corp., price que produz equipamentos de medição de precisão, é suspeita de exportar para a Malásia, sem permissão, dois artefatos que podem ser usados no enriquecimento de urânio, disse a agência de notícias Kyodo.

A Mitutoyo disse que seu presidente está entre os cinco executivos presos hoje.

"Acredito termos cumprido a lei no passado e ainda a respeitamos, de maneira que é lamentável que tal situação tenha ocorrido", disse um funcionário da empresa.

A polícia começou a investigar possíveis rotas de exportação a partir do Japão, depois que um dispositivo da Mitutoyo foi encontrado em instalações nucleares na Líbia pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), entre dezembro de 2003 e março de 2004.

A Mitutoyo também é suspeita de exportar equipamentos similares ao Irã, em 1997, e a polícia investigou uma empresa comercial iraniana em Tóquio que tinha ligação com o caso, disse a Kyodo, citando fontes policiais.

Os dispositivos foram encomendados pela Scomi Precision Engineering da Malásia, disse a Kyodo. A Scomi Precision era uma unidade da empresa de serviços de petróleo malaia Scomi Group Bhd, que é controlada pelo filho do premiê malaio, Abdullah Ahmad Badawi. A empresa foi investigada pela polícia local e inocentada.

"A empresa decidiu que não dirá nada", disse uma porta-voz da Scomi Group, em Kuala Lumpur. A Mitutoyo, fundada em 1934, tem cerca de 2,3 mil empregados no Japão e 2 mil no exterior.

 

O assessor de Hassan Nasrallah e membro do Conselho Político do Hezbollah, approved Ghalib Abu Zainab, afirmou que, da parte libanesa, não haverá "perigo algum" para os soldados das forças internacionais que estiverem no sul do país.

"Não existe perigo algum da parte libanesa para os soldados da ONU. O principal perigo são os israelenses, aqueles que devem ser obrigados a cumprir as resoluções", declarou Abu Zainab no quartel-general que o Hezbollah improvisou em um apartamento escondido em Haret Hreik, bairro do sul de Beirute.

Na sua opinião, a situação atual é "muito diferente" da que aconteceu no início dos anos 80: Quando Israel invadiu o Líbano, sitiou Beirute e dezenas de soldados franceses e norte-americanos morreram por causa de ataques suicidas. Para Zainab, naquela oportunidade o Exército israelense "chegou à capital e matou muitos soldados", enquanto neste conflito os israelenses "não alcançaram seu objetivo".

O representante do Hezbollah afirmou que há duas condições essenciais para que o cessar-fogo seja estável. Primeiro, as tropas israelenses devem abandonar suas posições no sul do Líbano e, em segundo lugar, devem interromper ataques e incursões no país. Segundo Zainab, o Hezbollah, ao contrário de Israel, "não realizou nenhum ataque desde o cessar-fogo e respeita a resolução 1.701" do Conselho de Segurança da ONU, que estipulou o fim das hostilidades.

Ele também afirmou que a resolução aprovada no dia 11 de agosto em Nova York não diz que as tropas da ONU devem se posicionar na fronteira com a Síria. "Estados Unidos e Israel tentam alcançar uma vitória política após sua derrota militar e, por isto, realizam ataques diários e pressionam a ONU para conseguirem posicionar seus soldados na fronteira com a Síria", declarou.

Segundo Zainab, seu partido rejeita a presença das forças internacionais na fronteira e também nos portos e aeroportos libaneses, que ainda sofrem o embargo marítimo e aéreo de Israel. "O embargo e o posicionamento (de tropas da ONU) na fronteira é uma vantagem para eles para que possam continuar os ataques", afirmou. Ele também fez alusão ao ataque israelense a uma base da ONU no conflito entre Israel e Hezbollah, episódio no qual quatro observadores internacionais foram mortos.

Com relação ao desarmamento da milícia xiita, Abu Zainab disse que isto não está previsto na resolução 1.701. Ele acredita que o Hezbollah deve "permanecer forte para que Israel não volte a atacar".

"Israel tenta com seus ataques e com sua permanência no sul do país pressionar o Hezbollah a romper o cessar-fogo", declarou. Ele lamentou o fato de a ONU não ter condenado o Governo israelense por sua pressão, nem ter "feito nada" até o momento para acabar com esta situação.

Abu Zainab também afirmou que o Hezbollah respeitará a decisão do Governo libanês – o partido tem dois ministros no país – e não atuará "sem seu sinal verde". Entretanto, ele defendeu que os soldados da ONU devam ir para o Líbano "para ajudar o país e o Exército libanês" e não para "fazer com que Israel continue o que não conseguiu durante os 34 dias de guerra".

O quartel-general do Hezbollah foi improvisado em uma das poucas casas que ficaram de pé nos bairros do sul de Beirute mais castigados pelos bombardeios israelenses. Junto à casa, em frente a uma imensa montanha de escombros, várias famílias xiitas aguardam impacientemente sobre colchões que apareça algum de seus pertences entre as ruínas que são removidas pelas escavadeiras do Partido de Deus.

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