Helicópteros estrangeiros atacaram hoje milicianos radicais islâmicos do Al-Shabaab no sul da Somália e causaram várias mortes, informaram à Agência Efe testemunhas dos fatos, que não precisaram a nacionalidade dos aparelhos.
Uma fonte do Al-Shabaab, que pediu para não ser identificada, disse à Agência Efe que um dos mortos no ataque era o comorense Salah al-Nabhan, um dos três radicais islâmicos que os Estados Unidos procuravam como supostos responsáveis pelos atentados de 1998 contra as embaixadas americanas em Nairóbi e Dar es Salam.
Os outros três mortos também são estrangeiros aliados do Al-Shabaab, mas a fonte não pôde precisar nem sua identidade nem nacionalidade.
As testemunhas, moradoras da localidade de Erile, cerca de 200 quilômetros ao sul de Mogadíscio, disseram que pelo menos seis helicópteros participaram da operação contra um veículo do Al-Shabaab, que ficou destruído, e que os tripulantes aterrissaram para recolher os corpos das vítimas.
Até o momento, as fontes consultadas pela Efe não puderam confirmar a nacionalidade dos helicópteros atacantes, mas um responsável do grupo Hizb al Islam, aliado do Al-Shabaab, disse que podem ser “americanos ou franceses”.
Os Estados Unidos responsabilizaram os radicais islâmicos da Somália, muitos deles agora reunidos no Al-Shabaab e supostos aliados da Al Qaeda, pelos atentados contra suas embaixadas no Quênia e Tanzânia em 1998, nos quais morreram cerca de 200 pessoas.
O Al-Shabaab é atualmente o principal grupo radical islâmico da Somália e controla amplas zonas do centro e do sul do país, enquanto tenta derrubar à força o Governo do presidente Sharif Sheikh Ahmed, com apoio da comunidade internacional.