Uma mulher morreu nesta terça-feira em um acidente de helicóptero ocorrido no heliporto do East River, em Nova York, enquanto os outros quatro tripulantes foram resgatados com vida.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, detalhou em entrevista coletiva que dois dos passageiros são de origem britânica, mas moram em Portugal, enquanto outros dois, um australiano e outro britânico, moram na Austrália.
“Este é um dia triste para nós, nossas preces estão com as vítimas deste acidente”, disse o prefeito nova-iorquino, agradecendo os esforços das equipes de resgate, que “fizeram o possível para reduzir os danos do incidente”.
Os serviços de emergência de Nova York recuperaram com vida o piloto e outros três passageiros desse pequeno helicóptero comercial que caiu durante a manobra de decolagem em um heliporto da zona leste de Manhattan.
Um porta-voz do Departamento de Bombeiros de Nova York confirmou à Agência Efe que dois dos feridos foram transferidos ao Hospital Bellevue em estado grave. De acordo com o jornal “The New York Times”, o piloto também está gravemente ferido.
A operação de resgate mobilizou uma dúzia de embarcações da Guarda Costeira e da Polícia de Nova York, que durante mais de uma hora buscaram nas águas do rio o quinto passageiro do helicóptero.
Bloomberg detalhou que finalmente encontraram o corpo de uma mulher, que morreu ao ficar presa dentro da aeronave, enquanto os outros quatro tripulantes já estavam fora do helicóptero.
A aeronave, que ficou completamente submergida e continua no rio, teve aparentemente problemas mecânicos durante a decolagem, disseram várias testemunhas a canais de televisão locais.
O aparelho acidentado é um Bell 206 Jet Ranger, segundo o porta-voz da Polícia de Nova York, Paul Browne.
As cenas exibidas pelos canais de televisão americanos, com numerosas embarcações de resgate, lembram a operação do dia 15 de janeiro de 2009, quando um avião da companhia aérea US Airways caiu no rio Hudson e a perícia de seu piloto, o capitão Chesley Sullenberger, salvou as 155 pessoas que estavam a bordo.
A Administração da Aviação Civil dos EUA impõe regras estritas para sobrevoar Nova York, como, por exemplo, que os pilotos mantenham seus canais de rádio abertos para informar sua posição o tempo todo.