“Se o preço do diálogo (para a união nacional) é deixar minha posição, estou preparado para pagá-lo”, disse Haniyeh a um grupo de jornalistas que estiveram em seu escritório em Gaza.
O Hamas tomou o controle da região após confrontos com o Fatah em junho e como conseqüência, o presidente Mahmoud Abbas dissolveu o Governo de unidade, criou um de emergência que se tornou em interino, e nomeou como primeiro-ministro a Salam Fayyad.
Enquanto na Cisjordânia Abbas trabalhou para fortalecer o novo Governo, o Hamas continua com o controle da faixa com Haniyeh como líder, que ainda se considera primeiro-ministro.
Haniyeh acrescentou em seu encontro com os jornalistas que a tomada de controle de Gaza e as “medidas drásticas” contra os homens do Hamas na Cisjordânia são eventos passageiros, já que os dois movimentos são “pilares básicos para qualquer regime político palestino”.
Abbas, também líder do Fatah, disse que retomará as conversas com o Hamas quando este movimento renunciar ao controle de Gaza e aceitar o Governo criado na Cisjordânia.
Haniyeh também afirmou que o Governo americano “não deseja que o Fatah retome as conversas com o Hamas porque quer preparar o caminho para as negociações entre israelenses e palestinos, continuar sufocando Gaza e debilitando o Hamas”.
Além disso, o líder do movimento islâmico manifestou que a conferência de paz sobre o Oriente Médio convocada pelo presidente americano, George W. Bush, para este semestre quer incitar a “tomada de decisão de atacar um país árabe ou islâmico”.