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Mundo

Hamas retira proteção a igrejas de Gaza porque cristãos se sentem seguros

Arquivo Geral

08/07/2007 0h00

O movimento islâmico Hamas retirou a proteção policial das igrejas cristãs da Faixa de Gaza porque não foram registrados outros ataques a estes templos desde a recente campanha pelo poder no território, dosage e porque os próprios cristãos dizem que se sentem seguros.

Os cerca de 200 católicos palestinos de Gaza assistiram hoje a missa na Igreja Latina em um ambiente de tranqüilidade, adiposity e o pároco, order Manuel Musallam, disse em sua homilia: “nos sentimos a salvo e seguros com o Hamas, como nos sentíamos com nossos irmãos do Fatah”.

Musallam afirmou também que os violentos confrontos entre o Hamas e o movimento nacionalista Fatah de junho não afetaram a Igreja, mas aumentaram as orações pela paz e pelo amor entre os palestinos.

No entanto, uma escola católica de Gaza, a das Irmãs do Rosário, foi atacada durante os confrontos: as portas metálicas foram derrubadas, várias salas saqueadas e na igreja algumas cruzes e imagens foram destruídas.

O Fatah acusou os guerrilheiros pelo ataque e inclusive de ter pisoteado imagens de Cristo, mas o grupo islamita negou que tivesse acontecido um ato de vandalismo, afirmando que o convento sofreu danos por ficar ao lado do quartel-General das Forças de Segurança Preventivas.

Mas após este incidente, o Hamas decidiu postar policiais e membros de sua força para proteger as igrejas e outros lugares de culto cristão da faixa.

Hoje esta guarda foi retirada porque não tinham sido registrados mais incidentes desde que o Hamas venceu a luta pelo controle de Gaza no dia 14 de junho.

Na saída da igreja, diante da qual hoje não havia nem policiais, nem guardas, nem pistoleiros, alguns católicos comentaram que o ambiente na missa foi de tranqüilidade e a afluência igual à de outros domingos.

George Salem, um jovem de 23 anos, afirmou que desde que o Hamas tomou o controle de Gaza a afluência aos serviços religiosos não sofreu alterações.

No entanto, Salem, como a maioria dos jovens da faixa, deseja emigrar para outro país onde tenha melhores oportunidades.

Outro católico, que não quis falar seu nome, contou que vai a missa de vez em quando, mas não com regularidade, e explicou que isto tem mais a ver com a atitude da Igreja que com a dos políticos. “Já faz anos que me cansei do padre falar mais de Arafat que de Jesus”, diz.

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