“Não aceitamos as últimas condições israelenses para a troca de prisioneiros entre o movimento e Israel apresentadas pelo mediador alemão”, disse Ayman Taha, um dos porta-vozes do Hamas, hoje à tarde a jornalistas.
“O Hamas pedirá ao mediador alemão para que continue com seus esforços até que haja um acordo”, acrescentou Taha, segundo o qual as negociações “não estão estagnadas” e insistiu em que “o debate continuará”.
As declarações de Taha chegam depois de os líderes do Hamas em Gaza terem se reunido por dois dias em Damasco com a direção política do grupo exilada na capital síria.
A última proposta foi entregue no último dia 23 por um mediador alemão e sugere a troca do soldado israelense Gilad Shalit, capturado nos arredores de Gaza em junho de 2006 por três milícias palestinas, pela libertação de quase mil palestinos presos em prisões israelenses.
O debate entre Hamas e Israel, iniciado no ano passado com a mediação do Egito e Alemanha, se concentra agora nos nomes dos presos palestinos que seriam libertados, levando em conta os crimes cometidos e na possibilidade de que alguns deles sejam deportados.