O grupo palestino Hamas condenou hoje de Damasco o ataque do Exército israelense à “Frota da Liberdade”, que ia para a Faixa de Gaza com ajuda humanitária e que causou pelo menos 14 mortos, além de qualificá-lo de “crime contra a Humanidade”.
“Responsabilizamos totalmente Israel pela brutal agressão contra o comboio da liberdade e os civis, e consideramos que este ataque é um novo crime contra a Humanidade e contra o desarmado povo palestino”, assegura este grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza em comunicado.
O Hamas, cujo escritório político fica em Damasco, pediu também à comunidade internacional e aos países árabes que peçam contas a Israel por seus atos.
Além disso, pediu o levantamento do bloqueio econômico imposto a Gaza desde que seu grupo assumiu o controle à força da região em junho de 2007.
“É realmente vergonhoso que o mundo permaneça em silêncio perante estas agressões atrozes e perante este bloqueio injusto”, acrescenta a nota.
Além disso acusou a quem não se pronunciar sobre o sucedido de ser cúmplice da agressão.
Finalmente chamou os povos palestino, árabe e islâmico a mostrar sua solidariedade com a frota.
A televisão israelense “Canal 10” assegura que pelo menos 14 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no assalto israelense à “Frota da Liberdade”, um grupo de seis navios que transporta mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para Gaza.
O Exército israelense reconhece em comunicado a morte de dez ativistas durante a tomada de controle das naves, que aconteceu esta madrugada a cerca de 20 milhas da faixa palestina.