O movimento islâmico Hamas pediu hoje aos líderes árabes que se reunirão amanhã na cúpula da Liga Árabe, store realizada em Damasco, more about que retirem a iniciativa de paz árabe e seus embaixadores credenciados em Israel e apóiem o diálogo interpalestino.
Khalil al-Hayya, drug dirigente do Hamas, pediu hoje em uma grande manifestação em Gaza que a Liga Árabe retire sua proposta (adotada em Beirute em 2002), já que “a ocupação israelense não reconhece a iniciativa árabe e continua sua agressão sem lhe prestar qualquer consideração”.
Ele também solicitou que os dirigentes árabes retirem seus embaixadores credenciados em Israel e fechem suas embaixadas em Tel Aviv.
Hayya pediu ainda que a cúpula de Damasco respalde as conversas entre as duas facções palestinas, depois que, na semana passada, delegações de Hamas e Fatah acordaram, no Iêmen, dar início a um diálogo.
Segundo o dirigente islâmico, os líderes árabes devem “obrigar as facções palestinas a iniciar um diálogo nacional imediatamente”, já que estas conversas são o único modo de proteger um projeto nacional e os lugares santos.
“Os líderes árabes devem perceber que Jerusalém e a Mesquita de Al-Aqsa estão em perigo”, ressaltou.
Além disso, Hayya pediu aos dirigentes árabes para se reunirem em Damasco e colocar fim ao bloqueio sofrido por Gaza desde junho de 2007.
O chefe do escritório político do Hamas, Khaled Mashaal, enviou uma carta aos lideres árabes na qual pede que a cúpula não critique os mísseis lançados de Gaza a território israelense, informou hoje a versão digital do jornal “Yedioth Ahronoth”.
Os foguetes são “a resposta à ocupação e agressividade” do Estado judeu, de acordo com Mashaal, que afirma que o povo palestino tem direito de contar com o apoio das nações muçulmanas.
“Pedimos que se mantenham ao lado do povo palestino e de sua resistência legítima para fazer frente à agressão sionista na Faixa de Gaza e na Cisjordânia”, acrescenta a carta.
“Estamos defendendo nosso povo e nossa terra”, acrescenta a carta de Mashaal, que, apesar de se posicionar a favor da luta armada, também indica que “as facções da resistência palestina expressaram sua vontade de iniciar uma trégua”.