As possibilidades de uma rápida libertação “melhoraram notavelmente”, afirma o representante do movimento islâmico em declarações à revista “Der Spiegel”, para acrescentar que espera que se acelerem agora as negociações.
“É questão de algumas semanas, no máximo um par de meses”, diz Zahar a esse meio, onde qualifica de “muito profissional” a mediação feita por agentes alemães.
“Esta primeira operação evidência que a mediação alemã pode ser coroada com o sucesso”, manifesta, depois que ontem aconteceu a troca das presas palestinas pelo vídeo, onde se mostrava o soldado em bom estado físico e mental.
Inicialmente se falou que o Hamas libertaria Shalit em troca de 450 presos palestinos, questão sobre a que agora evitou pronunciar-se o líder do movimento islâmico e se limitou a indicar que estão abertos ao compromisso.
O vídeo é a primeira prova de vida de Shalit desde que foi capturado em junho de 2006 pelo braço armado do Hamas, as Brigadas Ezedin al-Qassam, e por outros dois grupos palestinos, os Comitês Populares de Resistência e o Exército do Islã, quando fazia guarda junto à fronteira com Gaza.
Os mediadores dos serviços de inteligência alemães participam desde julho nas negociações entre Israel e Hamas para a libertação de Shalit, aparentemente com o pleno acordo de ambas as partes em conflito.