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Hamas e OLP trocam acusações de rejeitar plano de reconciliação do Iêmen

Arquivo Geral

22/03/2008 0h00


O movimento islâmico Hamas e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) trocaram acusações hoje de terem rejeitado o plano de reconciliação do Iêmen que os dois grupos palestinos avaliam em Sana, malady capital iemenita, sem ainda terem chegado a um acordo.

O porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, disse em comunicado que a postura do seu movimento é clara, ao afirmar que “aceitam começar imediatamente o diálogo com o Fatah (majoritário na OLP), com base em todas as cláusulas do plano do Iêmen”, que, segundo ele, é uma porta para o diálogo.

No entanto, Yasser Abed Rabbo, um dos principais dirigentes da OLP – órgão no qual o Hamas está ausente – acusou os islamitas de aumentar a distância entre as facções palestinas, ao rejeitar a adesão da proposta apresentada pelo presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh.

“As práticas do Hamas na região, seu sonho de estabelecer um emirado islâmico na Faixa de Gaza e seu anúncio de que só aceitaria uma trégua de longa duração com Israel, mostram a rejeição à proposta iemenita”, disse Abed Rabbo.

Em junho do ano passado, o Hamas tomou o controle de Gaza após derrotar as forças do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do Fatah, Mahmoud Abbas.

Nos nove meses seguintes, o Hamas seguiu governando de fato na Faixa de Gaza, enquanto Abbas ficou com autoridade real só sobre a Cisjordânia.

Para acabar com esta divisão, Abdullah Saleh propõe que o Hamas abra mão do controle de Gaza e entre em acordo com o Fatah sobre a realização de eleições antecipadas.

O porta-voz do Hamas afirmou que as sete cláusulas da proposta do Iêmen são uma “sugestão de agenda para diálogo”, por isso “a intenção do Fatah de adotar um compromisso para acatar imediatamente a iniciativa contradiz seu espírito, seu título e seu conteúdo”.

As delegações da OLP e do Hamas, que devem permanecer até hoje em Sana, se reuniram esta manhã, sem conseguir chegar a um acordo para iniciar as negociações entre o Fatah e o movimento islamita.

Depois da reunião, o ministro dos Assuntos Exteriores iemenita, Abu Bakr al-Qerbi, disse em entrevista coletiva que as duas delegações chegaram a um princípio de acordo, mas que os representantes do Hamas pediram tempo “para consultar seus dirigentes no interior (Gaza) e no exterior (Síria)”.

Qerbi não descartou que os representantes do Hamas apresentem uma resposta ao longo do dia de hoje.

O presidente iemenita convenceu as duas partes, no final da quinta-feira, a fazer um último esforço quando ambos já se preparavam para retornar aos territórios palestinos e considerar o encontro como fracassado.


 

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