O movimento islâmico Hamas afirmou hoje que não há presos políticos na Faixa de Gaza, viagra mas apenas os detidos por “assuntos relativos à segurança”. “O Hamas nega as detenções por motivos políticos. Os presos em Gaza estão detidos devido a assuntos relativos à segurança”, afirmou em comunicado Fawzi Barhum, porta-voz do Hamas.
Na segunda-feira um palestino que estava há uma semana sob custódia das forças leais ao movimento islâmico apareceu morto, denunciaram o Hospital Shifa de Gaza e a organização de direitos humanos Aldamir.
Segundo as fontes, o corpo do palestino – identificado como Walid Abu Dhalfa, de 42 anos, irmão de um partidário do Fatah – apresentava sinais de asfixia.
O homem teria morrido tentando escapar dos seqüestradores, membros da Força Executiva do Hamas na Cidade de Gaza. Após negar esta versão, o porta-voz do braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, Abu Obaida, disse à imprensa em Gaza que Abu Dhalfa tinha se suicidado e afirmou que sua detenção se deveu a vários crimes.
Desde que o movimento tomou o controle de Gaza, em junho, muitos partidários do Fatah abandonaram o território em direção à Cisjordânia, controlada pelo partido nacionalista.
Segundo organizações pró-direitos humanos, pelo menos nove ativistas do Fatah foram assassinados em atos de represália na Faixa de Gaza, apesar de o Hamas ter prometido uma anistia para os seguidores da legenda quando passou a dominar Gaza.
A organização Aldamir denunciou ainda vários casos de torturas nas últimas semanas. Seguidores do Hamas estariam torturando membros do Fatah com choques elétricos e incrustação de pregos nas extremidades.
Barhum reconheceu implicitamente que o Hamas ainda persegue partidários do Fatah que “querem dar um golpe de Estado”.
“Ainda há golpistas do Fatah, e quem quiser aterrorizar os cidadãos pagará caro”, advertiu, referindo-se à detenção de membros do partido nacionalista acusados de terem planejado tomar o controle do território.