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Mundo

Hamas diz que conversas para libertar repórter da BBC estão paralisadas

Arquivo Geral

03/07/2007 0h00

O movimento islâmico Hamas anunciou hoje que as conversas com os seqüestradores do correspondente da BBC Alan Johnston, viagra buy seqüestrado na Cidade de Gaza há mais de três meses, estão paradas.

O anúncio coincide com a presença de milicianos do Hamas em torno de uma área da Faixa de Gaza onde se acredita que fique o cativeiro de Jonhston, segundo fontes locais. O Ministério do Interior do gabinete de união nacional palestino deposto na Faixa de Gaza, integrado pelo Hamas, pediu aos seqüestradores “e àqueles que os apóiam e defendem” que deponham as armas, se rendam e libertem o jornalista.

O grupo radical Exército do Islã, que assumiu a autoria do seqüestro em 12 de março na Cidade de Gaza, exigiu que o Reino Unido solte três dirigentes da rede terrorista Al Qaeda em troca do repórter.

O Hamas, que tomou o controle da Faixa de Gaza no mês passado, acusou vários chefes da segurança palestina leais ao movimento rival Fatah de apoiar os seqüestradores e encorajá-los a não libertar Johnston.

Nos últimos dois dias, a Força Executiva, criada pelo Hamas há mais de um ano, negociou com os seqüestradores do Exército do Islã e com membros do clã familiar Doghmush, que abrigou os seqüestradores.

“Prendemos alguns envolvidos no seqüestro do jornalista”, disse a Força Executiva em comunicado divulgado hoje. Também pediu aos cidadãos palestinos que forneçam qualquer informação sobre o paradeiro de Johnston a representantes do Hamas.

Fawzi Barhum, porta-voz do Hamas, disse que o movimento islâmico decidiu “acabar com o fenômeno do Exército do Islã que continua cometendo assassinatos e seqüestros tanto de famílias palestinas quanto de jornalistas estrangeiros”.

“O Exército do Islã é uma milícia armada que tenta justificar no Islã suas ações criminosas”, disse Barhum à imprensa em Gaza. Segundo testemunhas no sul de Gaza, o Hamas voltou a erguer postos de controle em estradas e ruas e franco-atiradores nos telhados dos edifícios do bairro Sabra, reduto do clã Doghmush.

Também afirmaram que o Hamas revista pedestres na rua, pedindo documentos de identidade, e prende qualquer membro dessa família.

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