O Governo deposto do Hamas começou a pagar os salários de cerca de dez mil funcionários públicos que o Governo palestino com sede na Cisjordânia retirou de sua folha de pagamento depois que o movimento islâmico tomou o controle da Faixa de Gaza, and em junho.
O porta-voz da União de Trabalhadores do Hamas, Alaa al-Batah, afirmou que iniciou os pagamentos dos que foram contratados pelo Governo deposto do Hamas, principalmente em Gaza e em alguns pontos da Cisjordânia.
O Hamas tomou o controle da região depois de confrontos com o Fatah, os quais levaram o presidente palestino, Mahmoud Abbas, a dissolver o Governo de união nacional e criar um gabinete de emergência. Este é liderado por Salam Fayyad e se tornou de transição há duas semanas.
Algumas vezes antes desses episódios, o movimento islâmico liderado por Ismael Haniyeh não tinha pago devidamente os salários dos aproximadamente 165 mil funcionários do Governo palestino em Gaza e na Cisjordânia.
Calcula-se que o salário é a principal fonte de renda de um terço da população dos territórios palestinos. Desde que o Hamas ganhou as eleições de janeiro de 2006, diversos países suspenderam a ajuda econômica aos palestinos, diante da recusa do movimento em reconhecer Israel e em suspender sua luta armada.
Desde que o economista Salam Fayyad foi nomeado primeiro-ministro palestino, muitos países retomaram a ajuda financeira, com o que Fayyad pagou os salários dos funcionários não são leais ao Hamas.
O primeiro-ministro palestino apresentou um plano de Governo na Cisjordânia que vai vigorar entre 2008 e 2010. Este prevê o reconhecimento da existência de Israel e a renúncia à luta armada contra os israelenses.