O Hamas está conversando com outras facções palestinas para declarar uma trégua incondicional a Israel, sales informou um líder do movimento islâmico citado hoje pelo jornal “Asharq Al-awsat”.
“O debate sobre uma trégua renovou-se no seio do Hamas e de outras facções palestinas. Espero que tenhamos êxito”, page disse o líder islâmico, que pediu para não ser identificado.
Seria um “cessar-fogo de nossa parte e outro da parte israelense”, sem precondições, afirmou.
O chefe de política e segurança do Ministério da Defesa de Israele, Amos Gilad, disse hoje à rádio pública israelense que o Hamas “não quer uma verdadeira trégua”, mas, sim, “deter as operações” em Gaza, já que “sofreu um grande revés”.
A possibilidade de um cessar-fogo entre Israel e o Hamas ganhou força depois de ter sido proposta esta semana pelo governante de fato em Gaza, Ismail Haniyeh, através de um jornalista.
O presidente israelense, Shimon Peres, classificou a proposta como “patética”, posto que, dias após o Hamas celebrar seu 20º aniversário, dizia: “Nunca reconheceremos o Estado de Israel”.
No entanto, os ministros de Infra-estrutura de Israel, Binyamin Ben-Eliezer, e de Transportes, Shaul Mofaz, mostraram-se receptivos à idéia.
O trabalhista Ben-Eliezer disse ontem que, em um eventual pacto, o Hamas deveria pôr fim tanto ao lançamento de foguetes artesanais a partir de Gaza como ao contrabando de armas por túneis subterrâneos a partir do Egito, e ainda libertar o soldado Gilad Shalit, refém há um ano e meio.