Dezena de haitianos fizeram um protesto hoje contra a Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (Minustah) em frente à embaixada do Brasil na Venezuela, information pills que chamaram de “força de ocupação”.
O protesto, more about que não teve incidentes, illness foi liderado por ativistas da Casa do Haiti na Venezuela, que esta semana realizou um encontro de “busca de soluções” aos problemas da ilha caribenha, com haitianos residentes no país e outros 83 que chegaram de outros lugares.
A Minustah na realidade constitui um grupo de “tropas invasoras” lideradas pelo “império americano que está matando o povo haitiano”, disse um dos dirigentes do protesto, que se identificou aos jornalistas como “Michele”.
“São tropas para controlar o povo haitiano em todos os sentidos”, enfatizou. O ativista disse que o Haiti não precisa de “uma força hipócrita de países latino-americanos, mas a serviço do império americano, que estão nos matando por lá”.
“Chega de países que estão fazendo o trabalho pelo império americano!”, exclamou. “Michele” explicou que escolheram a embaixada brasileira para o protesto “porque o Brasil exerce o comando” das tropas da Minustah.
Os manifestantes exigiram da comunidade internacional “ajuda para o reflorestamento”, porque o país caribenho perde “33 milhões de metros cúbicos de terra que para o mar a cada ano”, por isso o “melhor seria que cada arma que levam ao Haiti a substituam por uma árvore e cada bala por uma semente”.
O protesto em Caracas aconteceu um dia antes de o diplomata tunisiano Hedi Annabi assumir as funções de representante especial do secretariado-geral da ONU no Haiti, substituindo o guatemalteco Edmund Mulet, informaram hoje fontes da Minustah em Porto Príncipe.
Annabi será o terceiro chefe civil da missão (o primeiro fora o chileno Juan Gabriel Valdés), estabelecida em junho de 2004.
A primeira atividade do diplomata tunisiano será sediar a reunião de ministros da Defesa latino-americanos em Porto Príncipe no próximo dia 4.