O ex-presidente do Timor-Leste Xanana Gusmão, about it cujo partido ficou em segundo lugar nas eleições legislativas de 30 de junho, patient apresentou hoje uma coalizão de Governo para evitar que a Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin) volte a governar, dosage após sua vitória nas urnas.
A aliança política representa uma repetição do que aconteceu durante as eleições presidenciais realizadas entre abril e maio, quando o candidato do Fretilin ganhou o primeiro turno mas perdeu no segundo frente ao independente José Ramos Horta, que tinha atraído os votos dos outros candidatos derrotados.
O Fretilin assistiu então à transferência da Chefia de Estado de Gusmão a Ramos Horta, amigos e aliados, em 20 de maio de 2007, quando se comemorava o 5º aniversário da proclamação da independência.
O Conselho Nacional para a Reconstrução do Timor-Leste (CNRT), fundado por Gusmão em março, fez uma coalizão hoje com a Associação Social Democrática Timorense (ASDT), com o Partido Social Democrático (PSD) e com o Partido Democrata (PD), que somam 211.136 votos (51,16%) juntos, o suficiente para controlar pelo menos 33 das 65 cadeiras do novo Parlamento unicameral.
O Fretilin, que na véspera tinha anunciado uma rodada de contatos para formar um Governo de coalizão, ficou em primeiro lugar com 119.728 votos (29%). “Após considerar o resultado das eleições e estudar a possibilidade de formar um novo Governo pelos próximos cinco anos, decidimos nos unir e criar uma coalizão para constituir um novo Governo”, afirmou a nova aliança, em comunicado.
Gusmão – visto pelos cidadãos como um herói por comandar a resistência contra a ocupação indonésia, que durou de 1975 a 1999 – disse à imprensa, em Díli, que a iniciativa que está impulsionando é pelo bem da estabilidade nacional.
“O Fretilin ganhou as eleições e todos reconhecemos isso. Não dizemos o contrário, mas esperamos que considere que tem apenas a maioria simples e que possa entender, pelo bem da estabilidade desta frágil nação, nossa proposta”, disse Gusmão.
O ex-líder, que disse em várias entrevistas que prefere a vida no campo à política, não quis revelar a composição de seu Governo, mas deve aspirar à Presidência do Parlamento. “Este não é o momento de dizer quem será o próximo primeiro-ministro. Estamos aqui apenas para anunciar a aliança, e devemos esperar a decisão final da Corte de Apelações”, disse Gusmão.
Os tribunais deverão determinar se a aliança anunciada está de acordo com a legislação, o que o próprio Fretilin questiona. Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro e secretário-geral do Fretilin, disse que a manobra “é completamente antidemocrática”.
“Uma aliança só pode ser formada antes das eleições, e é feita depois se trata de uma manipulação da democracia”, afirmou Alkatiri. “Em qualquer caso, o Fretilin não perderá o controle. Amanhã nos reuniremos para decidir se seguiremos adiante com o Governo minoritário ou formamos uma oposição forte no Parlamento”, acrescentou.
Os timorenses tinham esperança de que essas eleições permitiriam superar a crise política aberta no ano passado, que determinou o retorno da ONU ao país, através da Missão Integrada das Nações Unidas no Timor-Leste (Unmit).
“Não me importa quem governará. O importante para as pessoas comuns, como eu, é que volte a paz, a estabilidade e o amor”, disse Sebastião Perpetua, de 35 anos, que mora com quatro filhos em um centro de refugiados perto da Catedral de Díli.
Perpetua é uma das 150.000 pessoas que no ano passado deixaram suas casas por causa da violência no país, e que ainda continuam em assentamentos temporários.