As operações das forças militares e policiais contra narcotraficantes mexicanos deixaram 111 civis inocentes mortos em 2010, assegurou nesta quarta-feira a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) do país.
Com mais de 15 mil mortos, 2010 foi o ano mais violento no México desde que o presidente Felipe Calderón lançou no final de 2006 uma ofensiva militar, apoiada por agentes federais, contra os barões da droga.
Segundo o presidente da CNDH, Raúl Plascencia, que compareceu nesta quarta-feira ao Congresso mexicano, a justiça não foi feita na maior parte dos casos dos 111 civis mortos.
Estas pessoas, explicou Plascencia à imprensa, transitavam por alguma zona onde ocorria alguma operação e “infelizmente perderam a vida”.
Em abril, o presidente Calderón assegurou que mais de 90% das mortes nesta guerra contra o crime organizado correspondem a criminosos, 5% a policiais e militares e menos de 5% a população civil.