Os guatemaltecos decidirão neste domingo o futuro do país, acossado pela violência e uma crise fiscal, em eleições gerais marcadas por uma campanha milionária, dois candidatos presidenciais de direita como favoritos e a ausência de um aspirante governista.
Os mais de 7,3 milhões eleitores aptos a votar elegerão o próximo governante dentre nove candidatos direitistas e só um de esquerda, a Nobel da Paz de 1992, Rigoberta Menchú.
Embora o favorito para vencer as eleições seja o general reformado Otto Pérez Molina, do Partido Patriótico (PP), os analistas não acreditam que os votos sejam suficientes para evitar um segundo turno contra o segundo mais votado, que tudo indica será o empresário Manuel Baldizón, de Liberdade Democrática Renovada (Líder).
Os dois candidatos, que passaram esse sábado com suas famílias e os assessores mais próximos, manifestaram confiança em obter o triunfo nas urnas.
“Estamos prontos e estamos confiantes do que fizemos e do apoio dos guatemaltecos”, disse Pérez Molina, de 60 anos, aos jornalistas em sua residência.
Baldizón, de 40 anos, também disse estar satisfeito com o trabalho durante a campanha eleitoral e disposto a aceitar o que a história reservou.
As últimas pesquisas publicadas pela imprensa local dão Pérez Molina com 48% das intenções de voto, superando por mais de 30 pontos Baldizón, que tem 18,3%.
O próximo Governo receberá uma Guatemala acossada pela violência e uma crise fiscal derivada da falta de recursos pela evasão e o contrabando que cada ano supera os US$ 1 bilhão, segundo dados oficiais.
Nas eleições deste domingo, que serão acompanhadas por 12.270 observadores, a maioria deles guatemaltecos, será eleita, além de presidente e vice-presidente, 158 deputados para o Congresso, 20 para Parlamento Centro-Americano e 333 representantes municipais.
Os colégios eleitorais serão abertos neste domingo às 7h (10h de Brasília) e serão fechados às 18h (21h de Brasília).