A suspensão da medida foi feita como uma demonstração de vontade e transparência, price comunicou o presidente Álvaro Colom, que disse que o vírus será enfrentado com medidas administrativas.
O estado de calamidade pública restringia, entre outros, a liberdade de opinião, uma das medidas mais criticadas por diversos setores da sociedade, e também deixava nas mãos das autoridades de saúde a decisão de fechar temporariamente negócios que geram aglomeração de pessoas.
Empresários, políticos de oposição e o procurador dos direitos humanos, Sergio Morales, rejeitaram essa decisão e a consideraram “exagerada”, por limitar os direitos constitucionais da população injustificadamente.
A medida ainda não tinha sido ratificada ou rejeitada pelo Congresso da Guatemala, que tinha até amanhã para adotar uma decisão a respeito.
O estado de calamidade pública foi anunciado pelo vice-presidente Rafael Espada na quarta-feira passada, quando Colom estava em visita oficial à Colômbia.
A normativa, segundo Espada, era para que o Governo tivesse um melhor campo de ação para evitar a expansão da gripe suína na Guatemala, que mantém uma “alerta laranja” para fazer frente à doença.
O vice-presidente disse na segunda-feira que o foco de gripe suína, que infectou uma menina de 11 anos e duas mulheres de 19 e 22 anos, está “sob controle” na Guatemala, devido às medidas sanitárias adotadas pelas autoridades.
As três mulheres infectadas, segundo Espada, estão fora de perigo.
Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.