Os grupos guerrilheiros Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN) revelaram hoje que estão unidos contra uma grande ofensiva militar em selvas do Catatumbo (nordeste), approved na fronteira com a Venezuela.
Um comunicado da “frente de guerra nordeste do ELN e da coluna resistência Bari Farc” assinala que ambos respondem a uma “operação cívico-militar na região do Catatumbo”.
Os dois grupos guerrilheiros asseguram no documento, publicado em suas respectivas páginas na internet, que “o Exército mais parece um Exército de ocupação que atropela, saqueia, ameaça, desloca, assassina e desaparece com humildes habitantes da região”.
Além disso, dizem que o Exército “restringe o livre acesso, bloqueia a entrada de alimentos, realiza bombardeios e uso metralhadoras sobre regiões camponesas e indígenas”.
“Como em 1999 (quando grupos paramilitares entraram nessa zona), hoje as Farc e o ELN seguem juntos enfrentando as forças repressivas narcoterroristas do Estado que buscam deixar sem pão as atuais e futuras gerações”, lembram as duas guerrilhas.
O texto revela que as Farc e o ELN causaram ao Exército naquela ocasião um total de 66 baixas, entre mortos, feridos e desaparecidos, e reconhece a colocação de dois carros-bomba e várias blitze nessa região do departamento (estado) do Norte de Santander, fronteira com a Venezuela.
Igualmente assumem a responsabilidade por quatro explosões no oleoduto Cano Limón-Coveñas e na Petróleos do Norte.
O mesmo comunicado denuncia que “as informações de guerrilheiros mortos e capturados apresentados pelos comandos das brigadas 15 e 30 (do Exército) ao presidente (Álvaro Uribe), às tropas e à opinião pública são falsas”.
Explicam que os mortos e capturados são “humildes camponeses da região, fatos que passaram despercebidos, pelas autoridades municipais e departamentais”.
Em suas próprias fileiras, admitem que tiveram “três levemente feridos e um morto”, e perderam “dois rádios e um fuzil”.
Não é muito comum que as principais guerrilhas colombianas emitam comunicados conjuntos nem que realizem operações juntas.
Pelo contrário, nos dois últimos anos foram feitas denúncias que ambas as forças insurgentes se enfrentaram em algumas regiões, especialmente dos departamentos de Nariño (sudoeste) e Arauca (leste), com um elevado número de baixas nas duas partes.