Grupos de direitos humanos lembraram hoje que o ex-presidente indonésio Suharto acabou conseguindo escapar da Justiça e da prisão por seus vários crimes contra a humanidade em seu país e no Timor-Leste.
A Rede de Ação para a Indonésia e Timor-Leste (Etan, cialis 40mg em inglês) indica que Suharto foi responsável por entre 500 mil e um milhão de mortes nos meses que se seguiram à sua chegada ao poder, em 1965, enquanto outras 200 mil pessoas morreram na invasão e posterior ocupação da ex-colônia portuguesa.
Segundo a Etan, o ex-ditador teria assassinado cem mil inocentes para reprimir o movimento separatista na antiga Irian Jaya, e dezenas de milhares perderam a vida em sua repressão da insurgência em Aceh e em outras regiões do arquipélago.
Por sua parte, o grupo Human Rights Watch (HRW) informou que a morte de Suharto é uma excelente ocasião para homenagear as vítimas de seu regime e pediu às autoridades indonésias que levem de uma vez por todas perante os tribunais os responsáveis pelos abusos.
Suharto “foi outro ditador que viveu entre luxos em seus últimos dias e escapou da Justiça (…) mas seus amigos continuam vivos, e o Governo indonésio deveria aproveitar o momento para julgá-los”, afirmou o diretor regional para a Ásia da HRW, Brad Adams.
Os dois grupos destacaram que ele era considerado um dos dirigentes mais corruptos das últimas décadas e que sua família acumulou de maneira ilícita até US$ 35 bilhões, segundo a organização Transparência Internacional.
Apesar da gravidade das acusações, sua avançada idade e delicado estado de saúde impediram, até sua morte, ontem, que Suharto fosse julgado na Indonésia, que governou com mão de ferro de 1965 a 1998, quando foi deposto do poder pela crise econômica e por uma revolta popular.