Grupos armados sequestraram mais de 80 pessoas, principalmente mulheres, em dois ataques no fim de semana no norte da Nigéria, segundo uma fonte local e relatórios das forças de segurança.
Os sequestros viraram uma fonte de receita para grupos criminosos no país mais populoso da África, em particular para os jihadistas e as quadrilhas armadas conhecidas como “bandidos”. As quadrilhas atuam pelo dinheiro e pelo roubo de gado mais do que por uma ideologia, mas, às vezes, colaboram com os jihadistas.
Os grupos são responsáveis por incursões violentas nas aldeias, matam moradores e incendeiam casas depois de saqueá-las.
Segundo uma fonte local, pelo menos 47 agricultores, a maioria mulheres, foram sequestrados no sábado em Rimi, no estado de Níger.
Os reféns estão na floresta de Ma’undu e os criminosos “não entraram em contato com as famílias nem exigiram resgate”, acrescentou.
Um relatório das forças de segurança, elaborado para organizações humanitárias e consultado pela AFP, confirmou o ataque, sem especificar o número de pessoas sequestradas.
No domingo, homens armados sequestraram outras 40 mulheres em Yargada, no estado vizinho de Zamfara, segundo um relatório preparado para a ONU ao qual a AFP teve acesso.
Os homens também “mataram uma pessoa, feriram outras, queimaram seis veículos e saquearam algumas lojas”, detalha o texto.
Entre julho de 2025 e junho de 2026, pelo menos 7.825 pessoas foram sequestradas no país, revela um relatório da consultoria SBM Intelligence, com sede em Lagos.
AFP