O Grupo rebelde etíope Frente de Libertação Nacional de Ogaden (ONLF) anunciou hoje em seu site que planeja um grande contra-ataque na região de Ogaden contra as forças do Governo da Etiópia.
Também informou que, online nos últimos confrontos com tropas estatais, buy information pills “mais de 1.800 soldados foram assassinados, capturados ou fugiram”, e que armamentos pesados, munições e veículos militares foram apreendidos.
O anúncio do grupo insurgente surge apenas um dia após o primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, anunciar que a organização rebelde no sul do país havia sido totalmente eliminada.
O conselheiro especial do primeiro-ministro, Bereket Simon, desmentiu hoje as informações do grupo rebelde e insistiu na versão de Zenawi de que a ONLF foi desmantelada. “Depois das mortes causadas a cidadãos chineses e etíopes, o Governo perseguiu e acabou com os rebeldes”, explicou Bereket à Agência Efe, ao acrescentar que “muitos deles fugiram para países vizinhos”.
Por outro lado, o conselheiro não se mostrou convencido na hora de afirmar que não acontecerão ataques futuros. “Vamos ver o que acontece nos próximos dias”, disse.
Já a organização pró-direitos humanos Human Rights Watch, com sede em Nova York, acusou na semana passada o Governo etíope, baseando-se nas declarações de mais de 100 testemunhas, de cometer crimes de guerra em sua luta contra os rebeldes na região de Ogaden (sul da Etiópia).
Segundo o Governo, os rebeldes são os responsáveis por cada um dos testemunhos apresentados à Human Rights Watch.
O conselheiro especial do primeiro-ministro garantiu que estas alegações são mentiras publicadas pelo grupo.
A Human Rights Watch pediu a diferentes países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, para que deixem de ignorar o que vem ocorrendo em Ogaden e para que tomem as ações pertinentes a fim de deterem os atos cometidos pelas tropas etíopes, como efetuar execuções públicas ou queimar aldeias.