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Mundo

Grupo radical somali nega autoria de ataque suicida em Mogadíscio

Arquivo Geral

04/12/2009 0h00

Uma das milícias fundamentalistas islâmicas que tentam derrubar o Governo Federal de Transição da Somália (TFG, na sigla em inglês), a Al Shabab negou hoje ser responsável pelo ataque suicida com explosivos de ontem em Mogadíscio, que matou 25 pessoas.

“Al Shabab não está por trás deste ataque, soubemos por meio da imprensa e tenho certeza que foi o Governo que organizou para colocar a culpa em nós”, disse aos jornalistas Sheikh Ali Mohamud, porta-voz do grupo, que pretende impor na Somália um regime baseado na “sharia” (lei islâmica).

O atentado ocorreu durante a formatura no hotel Shamo da capital e entre os mortos na explosão da bomba, estavam três ministros do TFG, dois jornalistas, um deles o correspondente da Agência Efe, 18 estudantes, um médico e uma funcionária governamental.

Até agora, Al Shabab foi o único grupo extremista que realizou ataques suicidas com bombas na Somália e o Governo rejeitou a negativa da milícia e afirmou ter provas de sua autoria.

“Al Shabab está por trás do ataque, temos evidências disso, incluído o nome de quem detonou a bomba e a maneira como o atentado foi planejado”, disse aos meios de comunicação o ministro da Informação somali, Dahir Mohamud Gelle.

Os ministros mortos já haviam recebido ameaças de morte da Al Shabab.

“Eles foram ameaçados antes da cerimônia, mas insistiram em assistir a cerimônia dos formandos”, contou o ministro de comunicação.

O ministro da Informação realizou as declarações durante o sepultamento dos três ministros: o de Educação Superior, Ibrahim Hassan Adow, de Saúde, Qamar Aden Ali, e de Educação, Mohammed Adan Wayel.

O atentado foi condenado pelo Conselho de Segurança da ONU, a União Africana, os Estados Unidos, a União Europeia e os estados da Liga Árabe.

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