O grupo radical islâmico Al Shabab, que atua na Somália, ameaçou hoje atacar as capitais de Uganda (Campala) e Burundi (Bujumbura), em resposta ao bombardeio que nesta quinta-feira matou pelo menos 25 pessoas em um mercado de Mogadíscio.
Ali Hussein Fidow, representante do Al Shabab na capital somali, disse à Agência Efe que os militares de Uganda e Burundi que fazem parte da Missão da União Africana na Somália (AMISOM) promovem um genocídio contra a população do país.
Por causa disso, ele jurou vingança. “Nossa gente foi massacrada e chorou muito. Podem ter certeza de que levaremos alguns de nossos ataques a Campala e a Bujumbura. Veremos como as pessoas dessas cidades choram”, declarou o rebelde do Al Shabab, grupo apontado como aliado da Al Qaeda e que pretende impor um regime muçulmano radical na Somália.
“Podemos levar a cabo esses ataques porque Uganda e Burundi são vulneráveis e não têm capacidade para evitá-los. Não tínhamos decidido atacá-los antes, mas agora tomamos esta decisão”, acrescentou.
Ontem, após um ataque do Al Shabab contra o presidente somali, Sharif Sheikh Ahmed, tropas da AMISOM teriam bombardeado um mercado de Mogadíscio, matando 25 pessoas e deixando cerca de 70 feridos.
O capitão burundinês Berigye Ba-Hoku, porta-voz da missão africana, negou ontem que o bombardeio ao mercado.
“Eles nos atacaram com morteiros e, ao mesmo tempo, bombardearam o mercado de Bakara. Depois, inventaram que tínhamos atacado o local em como represália”, afirmou.