Em declarações à agência de notícias “Isna”, o procurador afirmou que o ataque foi obra de um terrorista suicida.
“O Yundulah assumiu a responsabilidade pelo mortal ataque contra uma reunião de segurança no sul do Irã”, afirmou Marzieh, que não explicou como o grupo reivindicou a autoria do atentado.
Entre os mortos na ação estão dois oficiais de alta patente da Guarda Revolucionária, a tropa de elite do Exército iraniano, que desde março combate o tráfico de drogas e armas na região.
Segundo Marzieh, o atentado aconteceu às 8h20 (1h50 de Brasília), na localidade de Pishin, que fica na fronteira com o Paquistão. As informações são de que um homem detonou os explosivos que carregava junto ao corpo durante a inauguração de uma exposição.
“As investigações já começaram, mas ninguém foi detido ainda”, acrescentou.
O Yundulah (Exército de Deus) é um grupo radical sunita que, além de atuar há anos na fronteira do Irã com o Paquistão e o Afeganistão, teria ligações com a Al Qaeda e os talibãs afegãos.
Em maio, o grupo assumiu a autoria do atentado suicida que matou 25 pessoas em uma mesquita da localidade iraniana de Zahedan, uma das duas capitais do Sistão-Baluchistão.