Um grupo de Gaza pró-Al Qaeda ameaçou em seu site explodir ministérios, prédios e mesquitas do Hamas como vingança pelos confrontos com a organização Jund Ansar Allah e pela morte do líder desse movimento, o xeque Abdel-Latif Moussa.
Na manhã de sábado, o Hamas encerrou em Rafah, sul de Gaza, uma “operação de segurança” iniciada na sexta-feira contra o grupo jihadista próximo à Al Qaeda Jund Ansar Allah (Guerreros de Deus), com 24 mortos, entre eles Moussa.
No sábado à noite, o autodenominado Syuf al-Haq al-Islamiye (As Espadas da Justiça Islâmica) saiu em defesa de seus companheiros jihadistas e afirmou que o conflito “não terminou”.
“Dissemos a nossa gente que foi testemunha deste crime que isto não terminou e a guerra está a caminho”, afirma a mensagem escrita em seu site.
O grupo pede aos seguidores para se manterem “afastados das mesquitas onde vão os infiéis de Ismail Haniyeh (chefe do Governo do Hamas em Gaza), ministros e deputados desse Executivo que legisla contra a vontade de Alá”.
Os jihadistas pedem também aos habitantes de Gaza, controlada pelo Hamas desde junho de 2007, para evitar a área do Parlamento e os tribunais militares porque estão entre os alvos de sua anunciada vingança.
Hoje, duas organizações de direitos humanos com sede na capital da faixa, Al-Damir e o Centro Palestino pelos Direitos Humanos, pediram que o episódio seja investigado.
As duas ONG criticaram firmemente o grupo jihadista, mas mostraram espanto por o Hamas ter recorrido a miliciano s em vez de ter usado suas forças de segurança para restaurar a ordem.