O presidente da República Árabe Saaráui Democrática (RASD), pharmacy Mohammed Abdelaziz, assegurou que seu povo “nunca renunciará à independência”, como pediu o enviado da Organização das Nações Unidas (ONU), Peter Van Walsum, e alertou que se necessário defenderá seus “direitos” com as armas.
Em entrevista à Agência Efe, em Rabuni, capital administrativa dos campos de refugiados na Argélia, o líder da RASD disse que “o povo saaráui nunca renunciará a seus direitos nacionais, mesmo que demore para consegui-los” e que está disposto a defendê-los a partir da “luta armada”.
“Nem hoje, nem amanhã, nem ontem, a Frente Polisário e o povo saaráui renunciarão à independência, a não ser que seja o resultado da expressão livre e democrática em um plebiscito com garantias internacionais”, afirmou.
Abdelaziz disse que o relatório apresentado na segunda-feira por Van Walsum ao Conselho de Segurança da ONU afirmando que a independência “não é uma meta alcançável” é “uma punhalada pelas costas a todos os esforços das Nações Unidas para encontrar uma solução pacífica para o conflito”.
Para o presidente saaráui, o enviado especial das Nações Unidas se exclui da posição de mediador com essas considerações e induz a um “retorno às armas”.
De acordo com Abdelaziz, as declarações de Van Walsum, que despertaram a indignação dos habitantes dos campos de refugiados saaráuis, “dão um apoio descarado e gratuito às teses da potência ocupante (Marrocos)” e “conduzem a um fracasso dos esforços do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para solucionar o conflito pacificamente”.