O grupo socialista no Parlamento Europeu condenou hoje a sentença de 18 meses de prisão domiciliar à líder opositora de Mianmar, Aung San Suu Kyi, e pediu às autoridades comunitárias medidas “mais firmes” contra o regime de Mianmar (antiga Birmânia).
“A detenção injusta de Suu Kyi e o julgamento injustificados que enfrentou quebra claramente o direito nacional e internacional”, disse, em comunicado, o líder do grupo socialista, Martin Schulz.
Além disso, alertou que a decisão é um “sinal preocupante” diante das próximas eleições em Mianmar, que acontecerão em 2010.
Por isso, defendeu que a União Europeia (UE) “deve responder reforçando as medidas contra o regime birmanês, incluindo aquelas que afetem seus interesses econômicos”.
Fontes comunitárias disseram hoje à Agência Efe que está previsto que os 27 países-membros do bloco apoiem novas sanções na próxima quinta-feira ou, no máximo, na sexta-feira, através de um procedimento escrito.
Esse conjunto de sanções que se juntará às atuais, aprovadas em 1996 e que são atualizadas regularmente.
“Continuaremos apoiando sua luta (a de Suu Kyi) e pedimos ao Governo birmanês a libertação dela e a de seus colegas na prisão por motivos políticos”, concluiu Schulz.
A Nobel da Paz de 1991 foi condenada a três anos de trabalhos forçados por infringir os termos de sua prisão domiciliar. No fim, a Junta Militar comutou a pena para 18 meses de prisão domiciliar.