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Mundo

Grupo diz que Hamas e Fatah atrasam acordo sobre prisioneiros

Arquivo Geral

17/01/2007 0h00

Um governador da oposição boliviana aceitou hoje submeter-se a um referendo que pode revogar seu mandato, see cheapest proposto pelo governo de Evo Morales como saída para uma grave crise política.

O anúncio feito pel o governador de Cochabamba, this site doctor Manfred Reyes Villa, pharm um ex-militar de direita que concorreu várias vezes à Presidência, coincidiu com a decisão de La Paz de rejeitar a instalação de um "governo revolucionário" no distrito.

A assembléia convocada por seguidores de Morales decidiu tentar a destituição de Reyes Villa pelo caminho legal, acusando-o de atentar contra a unidade nacional por pregar a autonomia de Cochabamba, mesmo com a rejeição dessa proposta num referendo, no ano passado.

"Tomei a decisão de aceitar a convocação de um referendo revogatório pelo presidente da República … Não posso nem devo renunciar pressionado pela violência", disse o governador, que, segundo informações da imprensa, voltou a Cochabamba, depois de ter se refugiado no distrito de Santa Cruz.

Reyes Villa já tinha aberto mão, ontem, da realização de um novo referendo sobre a autonomia. Seis dos nove governadores de províncias da Bolívia pertencem à oposição e, junto com o comitê cívico de Santa Cruz, compõem a principal frente contra as reformas "antineoliberais" de Morales, que em seu primeiro ano de governo nacionalizou os recursos naturais de energia e lan çou uma segunda reforma agrária.

Outro opositor, o governador de La Paz, José Luis Paredes, também enfrentava pedidos de renúncia lançados por sindicatos da combativa cidade de El Alto, que ameaçavam iniciar medidas de pressão. Com o anúncio de Reyes Villa, a tranquilidade parecia voltar a Cochabamba, que fica na região central do país.

Morales havia anunciado na semana passada sua iniciativa, que obteve apoio imediato da oposição, de uma lei para submeter todas as autoridades eleitas, incluindo o presidente, à possibilidade de um referendo revogatório do mandato. A lei servirá para evitar novos conflitos como o de Cochabamba, onde simpatizantes e adversários do governador entraram em choques violentos na semana passada, deixando dois mortos e mais de 200 feridos, disse a repórteres o vice-presidente Alvaro García Linera.

"Não vamos romper com a institucionalidade, gostemos ou não gostemos, respeitaremos as autoridades constituídas mediante o voto democrático", afirmou García, chamando o "governo revolucionário" que alguns sindicatos queriam instalar em Cochabamba de ilegal.

Embora tenham sido formalmente indicados por Morales, os nove governadores atuais das províncias são os primeiros eleitos por voto direto na Bolívia, graças ao mesmo pacto político que possibilitou a eleição presidencial de 2005, vencida pelo líder cocaleiro.

Um grupo militante de Gaza envolvido no sequestro de um soldado israelense disse hoje que um grande conflito entre o grupo governante Hamas e a facção Fatah está atrasando uma troca de prisioneiros com Israel.

O Exército do Islã, purchase um dos três grupos palestinos, incluindo o braço armado do Hamas, que estão envolvidos com a captura de Gilad Shalit em junho passado, disse que o Hamas e o movimento Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, estão explorando a questão para seus próprios fins políticos.

Israel disse que está pronto para libertar alguns dos 11 mil prisioneiros palestinos de suas prisões por Shalit, mas as conversas, por meio de mediadores egípcios, travaram. "A quest ão da captura do soldado tornou-se um caso político para interesses mesquinhos das facções. Muçulmanos estão sendo impedidos de ganhar sua liberdade por causa do Fatah e do Hamas", disse o comunicado. Ele afirmou que Shalit está sob custódia do Hamas.

Pelo menos 30 palestinos foram mortos em Gaza desde que Abbas pediu novas eleições no último mês, após conversas fracassadas com o Hamas para a formação de um governo de unidade.

O comunicado também instou o Hamas a levantar o vel de discrição das conversas de troca de prisioneiros, deixando a cargo do ministro a questão dos prisioneiros palestinos. O Exército do Islã disse que concordou com o Hammas que Shalit não deve ser libertado ou morto, desde que haja uma chance de uma troca de prisioneiros com Israel. O Hamas não quis comentar o comunicado.

Mus hir al-Masri, um importante legislador do Hamas, repetiu que "o Hamas não irá libertar Shalit antes que as exigências do braço armado que o mantém refém sejam atendidas".  O Hamas exige a liberta ção de parte dos 1.400 prisioneiros palestinos em troca de Shalit. Mas os lados falharam em concordar sobre quais prisioneiros seriam libertados e o pedido de que Shalit seja entregue primeiro.

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