Aposentados e pensionistas chamados a partir de abril e maio para o Censo Previdenciário tem até hoje para atualizar seus dados. Caso não o façam, treat here terão o pagamento suspenso em outubro. A atualização do cadastro tem o objetivo de combater fraudes e acabar com pagamentos indevidos.
De acordo com Ministério da Previdência Social, 283 mil pessoas estão nessa situação. Os dados podem ser atualizados na própria agência bancária onde o beneficiário recebe o pagamento.
Para participar do censo, são exigidos o CPF e um documento de identificação com foto, que pode ser a carteira de Identidade, de Trabalho ou de Habilitação. O aposentado ou pensionista deve levar também um comprovante de residência e o Número de Inscrição do Trabalhador (NIT).
A segunda etapa do Censo Previdenciário começou em abril e prossegue até janeiro de 2007. Foram convocados 14,7 milhões de aposentados e pensionistas. Até 30 de agosto, 8,5 milhões de convocados para essa fase já haviam atualizado os dados cadastrais.
Uma greve regional na Bolívia movida por uma disputa em torno dos poderes de uma assembléia constituinte foi iniciada hoje de maneira parcial, shop não chegando a afetar as vitais exportações de gás natural do país.
A greve que atingiu quatro dos nove departamentos (estados) bolivianos, o maior desafio contra o presidente Evo Morales desde sua chegada ao poder no início do ano, está sendo observada "pela metade" e é contundente apenas na cidade oriental de Santa Cruz, um bastião da direita, segundo estações de rádio e televisão.
No restante do país a situação é de normalidade, e segundo a imprensa, as atividades econômicas chaves, como as exportações de gás natural à Argentina e ao Brasil, continuavam sem alterações.
A greve declarada pelos comitês cívicos dos distritos de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando representa o maior desafio às reformas iniciadas por Morales, que, entretanto, não atribuiu maior importância ao protesto, afirmando que já foi aberto um diálogo.
A disputa foi provocada principalmente em torno de quanto poder deve ter a assembléia constituinte instalada há um mês, que se declarou "originária e plenipotenciária" por iniciativa da maioria governista, o que, segundo a oposição, lhe confere tanto poder que ela poderia até mesmo fechar o Congresso.
Evo Morales quer que a assembléia defina questões delicadas, tais como a propriedade da terra e dos recursos naturais, além das reivindicações de autonomia regional no país mais pobre da América do Sul.
Dentro de seu plano de infundir vida nova ao país, o governo lançou em maio uma nacionalização dos recursos energéticos que vem tropeçando em obstáculos por falta de recursos para levá-la adiante.
"A greve é pacífica e contundente. Esta é uma demonstração da vontade democrática do povo de Santa Cruz", disse a jornalistas o presidente do Comitê Cívico do departamento de Santa Cruz, Germán Antelo, convertido em líder do protesto.
Apesar disso, em pelo menos quatro cidades menores de Santa Cruz a greve não estava sendo acatada, e essa situação se repetia nos outros distritos convocados para participar da greve, segundo as estações de rádio católicas.
A rádio Fides destacou um anúncio do chefe do setor moderado da oposição, o empresário do setor do cimento Samuel Doria Medina, segundo o qual, numa longa negociação feita ontem, as bancadas constituintes chegaram a um acordo sobre 100 dos 104 artigos do regulamento interno da Assembléia Constituinte, outro dos pontos que provocam divergências.
"Estamos a um milímetro do consenso. A greve não se justifica", disse Doria Medina, revelando que a bancada governista pode concordar em rever o regulamento polêmico.
Quase a mesma coisa foi dita ontem pelo presidente Morales, quando afirmou que "depois que foi aberto o diálogo, a greve deixou de ter importância. Ela é desnecessária".
Morales desmentiu rumores sobre a decretação de um "estado de emergência", embora tenha insistido que o protesto é sobretudo um ato político provocado pela aliança direitista Podemos, do ex-presidente Jorge Quiroga.