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Mundo

Greve regional contra Morales acaba em violência

Arquivo Geral

28/08/2007 0h00

Feridos, treat detidos, pharmacy destroços e incidentes violentos foram registrados nesta terça-feira durante uma greve convocada em seis dos nove departamentos (estados) bolivianos contra o presidente Evo Morales e “em defesa da democracia”.

Os organizadores da greve e o Governo discordaram sobre se a paralisação deveria prosseguir. Os principais incidentes aconteceram nas cidades de Santa Cruz (oriente) e Cochabamba (centro).

Em Beni (noroeste), Pando (norte) e Chuquisaca e Tarija (sul) houve bloqueio de ruas e estradas. A greve afetou dois terços do território boliviano e dos cerca de dez milhões de habitantes, mas não chegou aos departamentos andinos de La Paz (noroeste), Oruro e Potosí (sudoeste), onde Morales tem maior apoio.

Os eventos mais violentos foram protagonizados por militantes da União Juvenil Cruceñista, grupo dos trabalhadores autônomos do departamento de Santa Cruz, que tentaram tornar a greve obrigatória, inclusive em setores dominados por partidários de Morales.

De acordo com o Governo, pelo menos duas pessoas ficaram gravemente feridas no mercado de Santa Cruz por agressões dos radicais, que foram denunciados pelos comerciantes por saques e destruição de infra-estrutura e veículos.

A Polícia deteve dois jovens da União Cruceñista que supostamente estavam num carro que atropelou uma pessoa durante o ataque ao mercado.

Em Cochabamba, grupos de manifestantes bloquearam desde a madrugada a passagem de veículos enquanto davam vivas à democracia e gritavam “morte” a Evo Morales e ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

“Bolívia soberana, não venezuelana… Morte à ditadura de Evo Morales”, cantavam. Os protestos aconteceram um dia depois que o presidente e a oposição trocaram acusações de receber apoio estrangeiro de Cuba e Venezuela, no primeiro caso, e dos Estados Unidos, no segundo.

O Governo acusa a oposição e os movimentos que organizaram a greve de defender “os privilégios da oligarquia” e de serem racistas. “Pensam dia e noite em como derrubar este índio”, disse na segunda-feira Evo Morales.

“É lamentável que em nome de uma greve cívica se cometam atitudes violentas”, disse em La Paz o porta-voz presidencial, Alex Contreras.

As agressões dos defensores de Morales também atingiram repórteres que tentavam circular por Santa Cruz, levando uma bandeira verde e branca (as cores do departamento) como escudo, mostraram canais de televisão.

Um fotógrafo da agência Efe foi ameaçado por jovens que furaram os pneus da sua moto. Segundo o ministro do Interior, Alfredo Rada, dois bairros populares de Santa Cruz não aderiram à paralisação, por isso a greve na cidade – a maior da Bolívia, com um milhão e meio de habitantes – foi 70% cumprida, mas apenas 30% no restante do departamento.

Rada informou sobre a detenção de várias pessoas nas regiões grevistas, entre elas Daniel Ruiz Arapo, de 20 anos, cuja carteira de identidade mostra que tem nacionalidade americana. O jovem foi capturado em Cochabamba com outros manifestantes que tinham pregos retorcidos, arame farpado, bombas caseiras e panfletos.

Segundo Rada, a greve também foi seguida por 70% da população de Sucre, capital oficial da Bolívia, que está em conflito com La Paz para readquirir a sede do Governo e do Parlamento.

Em Cochabamba também houve choques entre manifestantes e policiais nos quais um agente ficou ferido na cabeça com uma pedra, segundo o Governo.

Em Cobija, capital de Pando, a passagem para o Brasil foi bloqueada, além de várias ruas. Estradas também foram interrompidas em Tarija e Beni, local onde a greve teve maior adesão, embora não total, de acordo com a imprensa local.

A greve confronta os seguidores de Morales e seus opositores por causa das políticas do Governo na Assembléia Constituinte, cujas sessões estão suspensas desde a semana passada devido a manifestações violentas em Sucre.

Também há disputas pelas autonomias regionais, pela sede da capital e por um julgamento aberto por Morales para quatro dos cinco juizes do Tribunal Constitucional.

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