A França vive hoje o sétimo dia consecutivo de greve dos trabalhadores do setor de transporte ferroviário e urbano de Paris, treatment aos quais se uniram agora os sindicatos de funcionários públicos e da empresa que distribui os jornais de circulação nacional, prostate que não chegaram às bancas.
O conflito social chega hoje ao seu ponto mais grave desde a chegada ao poder do presidente Nicolas Sarkozy, em maio.
A novidade de hoje é a mobilização de funcionários públicos. Eles reivindicam uma melhora de seu poder aquisitivo e protestam contra o plano do Governo de repor apenas metade dos que se aposentarem nos próximos anos. A Administração procura economizar dinheiro e reduzir assim o déficit público.
Trabalhadores de Ministérios, escolas, hospitais, serviço postal e aeroportos foram convocados a paralisar suas atividades hoje. Com o protesto, os sindicatos aumentam a pressão sobre o Governo conservador.
O ministro de Orçamento, Eric Woerth, admitiu ontem que prevê uma “forte” adesão à greve. Ele enfatizou que a negociação está aberta, mas há divergências entre o que sindicatos e Governo definem como manutenção do poder aquisitivo.
Já a greve convocada na Nouvelles Messageries de la Presse Parisienne (NMPP) é um protesto contra o anunciado corte de 350 empregos. A empresa monopoliza a distribuição de jornais de circulação nacional. As bancas hoje só receberam os jornais regionais, que contam com seus próprios canais de distribuição.
Enquanto isso, a greve no transporte público vai perdendo força. Mas ainda causa problemas para milhões de usuários, no seu sétimo dia consecutivo.
O sindicato rejeita o projeto de reforma do regime especial de previdência para os trabalhadores do setor. O Governo quer ampliar o período de contribuição, de 37,5 para 40 anos.
A previsão é de que circulem hoje 50% dos 700 trens de alta velocidade e metade dos regionais. O metrô de Paris funciona com um terço da capacidade e os ônibus com 40% da frota, segundo as estimativas da empresa pública.
Pouco antes das 8h, os engarrafamentos nas estradas da região de Paris chegavam a 288 quilômetros, menos que nos dias anteriores.