Um grupo de ativistas do Greenpeace organizou um protesto na manhã desta sexta-feira (18) em frente à sede da companhia petrolífera Chevron contra o vazamento de óleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.
Vestidos com uniformes laranjas e manchados de óleo, os ativistas ocuparam uma área diante do prédio onde ficam os escritórios da Chevron, onde também simularam um vazamento. “Chevron: sua sujeira, nosso problema”, era a mensagem exibida nos cartazes dos integrantes da ONG que defende a preservação do meio ambiente.
O vazamento de óleo ocorreu em um dos poços do Campo de Frade – a 370 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, a uma profundidade aproximada de 1,2 mil metros -, na Bacia de Campos, a principal província petrolífera brasileira.
Na última quinta-feira, a Chevron anunciou que o vazamento de petróleo se reduziu a um “gotejamento ocasional” depois da conclusão da primeira fase de fechamento das fendas do poço.
A empresa acrescentou que a mancha de petróleo “se dissipou significativamente” e calculou que o volume de petróleo visível na superfície oceânica é de apenas 65 barris.
De acordo com a previsão inicial da empresa, o volume do vazamento ed entre 400 e 650 barris, enquanto outras versões, citadas pela Agência Brasil, elevam esse número para 2,3 mil barris.
A ativista Leandra Gonçalves, por sua vez, acusou a Chevron de minimizar o problema do vazamento e calculou que a mancha de petróleo pode superar os 160 quilômetros quadrados de extensão.
“Surpreende que a empresa não tenha confirmado à imprensa e organizações da sociedade civil nem o local do acidente, se limitando a publicar comunicados vagos sobre o que está ocorrendo (…) Isso prova que a Chevron não tem um plano de segurança adequado”, afirmou Leandra em uma nota.
Segundo a Chevron, a mancha, localizada a aproximadamente 120 quilômetros do litoral, se afasta da costa em direção ao sudeste. A petrolífera também assegurou que está supervisionando os resíduos de petróleo em uma operação que conta com 18 embarcações