“Respeito a solicitação de ingresso na OMS, o Ministério das Relações Exteriores entrará em acordo com o presidente eleito e sua equipe”, disse Chang, o que representa o abandono do confronto direto com a China na entidade.
A ilha apresentou, no ano passado, uma solicitação de entrada na OMS com o nome de Taiwan, o que gerou oposição da China, que considerou um desafio independentista e do Partido Kuomintang, de Ma Ying-jeou.
Pequim enviou uma carta aos países-membros da OMS pedindo que rejeitem qualquer pedido taiuanês antes da posse de Ma, informou o Ministério de Relações Exteriores da ilha.
A China também solicitou à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a assinatura de um memorando de entendimento que bloqueie a participação taiuanesa como membro permanente ou observador, assim como já fez na OMS em 2005.
Taiwan participa das atividades da OCDE desde 1987 e é membro observador em algumas de suas comissões especiais, mas não do organismo.
Observadores políticos e funcionários da ilha atribuem o endurecimento da postura chinesa sobre a participação taiuanesa em organismos internacionais à convocação de um plebiscito sobre a entrada da ilha na ONU sob o nome de Taiwan.
Taiwan espera um relaxamento do cerco diplomático chinês após a eleição de Ma Ying-jeou e da derrota formal do plebiscito, que obteve maioria dos votos, mas que não alcançou a participação requerida de 50% da população para validação do pleito.
“A postura chinesa sobre a planejada viagem de Ma Ying-jeou aos Estados Unidos, e sobre a participação taiuanesa na OCDE e na OMS será reveladora para o futuro da batalha diplomática entre Taipé e Pequim”, disse o professor Bai Fangji, do Instituto de Estudos Latino-americanos da Universidade Tamkang.
A China se opõe à participação de Taiwan em organismos internacionais de caráter estatal e mobiliza seus aliados a impedirem a entrada da ilha.