O Governo do Sudão defendeu hoje sua legitimidade e sugeriu à oposição, healing que afirmou na sexta-feira que deveriam ter sido convocadas eleições com base nos acordos de paz de 2005, a ir ao Tribunal Constitucional.
Em entrevista coletiva, o ministro da Justiça sudanês, Abdel Baset Sedrat, respondeu hoje à chamada do bloco opositor sudanês que alegou que os acordos assinados entre o Governo e o Movimento Popular de Libertação do Sudão do Sul davam um mandato de quatro anos.
Para Sedrat, a oposição interpretou mal a Constituição interina, já que, segundo ele, a Carta Magna do país “estabelece que o mandato de cinco anos termina em 9 de julho de 2010, e não em 2009, e que o pleito deve acontecer em agosto de 2010”.
Na sexta-feira passada, o ex-primeiro-ministro Sadeq al-Mahdi e líder opositor do partido Al Umma se reuniu com os líderes do Partido do Congresso Popular, xeque Hassan al-Turabi, e do Partido Comunista Sudanês, Mohammed Ibrahim Naqad.
Os três emitiram um comunicado alegando que o atual Governo do país é “inconstitucional e ilegítimo”.
No entanto, para o Governo, a Constituição não determinou a data do fim de seu mandato e afirma que é possível mudar a data das eleições mediante um acordo entre as partes signatárias do acordo de paz entre sul e norte.
O ministro da Justiça criticou as “ameaças” da oposição de ir às ruas e sugeriu que recorressem ao Tribunal Constitucional.