Em um confronto que abriu uma crise sem precedentes na coabitação política entre as duas instituições, o ministro da Presidência do Governo e dirigente socialista Pedro Silva Pereira, desqualificou a declaração feita duas horas antes pelo chefe de Estado.
Cavaco denunciou que os socialistas tentaram manipulá-lo na campanha para as eleições de domingo, mas o ministro lhe lembrou que a suposta espionagem governamental a suas atividades, divulgada por um jornal cuja fonte era um assessor do presidente, foi uma grave e infundada acusação que prejudicou seu partido.
A própria declaração do chefe do Estado feita hoje ao país pela televisão reconhece que tudo foi “uma invenção”, como sempre disse o Partido Socialista (PS), ressaltou Silva Pereira, cuja legenda perdeu a maioria absoluta, mas ganhou as eleições de domingo, com 36,5% dos votos.