O Governo sérvio propôs hoje ao presidente do país, more about Boris Tadic, dissolver o Parlamento e convocar eleições parlamentares antecipadas para 11 de maio, coincidindo com as municipais.
Segundo o comunicado oficial, o Governo não conseguiu levar e estabelecer a política do país de uma maneira única e comum.
A crise no Governo se agravou nos últimos dias, devido aos desacordos sobre a política em relação à União Européia (UE) depois da proclamação de independência unilateral do Kosovo.
Tadic adiantou que aceitará a proposta do Governo de dissolver o Parlamento, e concordou com que a data de 11 de maio é “a mais adequada”.
O presidente sérvio deveria se pronunciar sobre o pedido governamental em um prazo de 72 horas, segundo as normas sérvias.
O primeiro-ministro da Sérvia, Vojislav Kostunica, pediu no fim de semana passado a convocação de eleições antecipadas, após admitir que a persistente crise em seu Governo se tornou insuperável.
Segundo Kostunica, a crise governamental se aprofundou, porque os membros da coalizão no Governo, que compartilha com o Partido Democrático (DS) de Tadic, não têm mais uma política única sobre o Kosovo.
Kostunica disse que as diferenças na coalizão governamental surgiram em torno do assunto sobre se a Sérvia deveria ir à UE “com o Kosovo ou sem o Kosovo”.
A crise teve seu auge na semana passada, depois que o opositor e ultraconservador Partido Radical Sérvio (SRS) propôs ao Parlamento uma resolução para que a Sérvia não negocie com a União Européia (UE) sua entrada no bloco, se este não confirmar a integridade territorial da Sérvia, com o Kosovo como parte integrante.
Kostunica anunciou seu apoio à proposta, mas Tadic se opôs, por considerar que não tinha como objetivo defender a integridade da Sérvia, mas afastar o país de seu caminho europeísta.
Tadic acredita que só uma posição fortalecida da Sérvia na União Européia pode aumentar as capacidades desse país de defender sua integridade no Kosovo.