“Temos uma ideia (sobre onde está), certamente, mas não podemos falar disso. Temos também um plano e conhecimentos que estamos ampliando”, disse Rasim Ljajic, ministro do Trabalho sérvio e responsável do órgão sérvio de coordenação com o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII).
No entanto, o responsável sérvio disse que os dados sobre o paradeiro de Mladic, “às vezes, são relevantes por um tempo e então se veem desmentidos por algum acontecimento, caem como uma torre de cartas de baralho”.
Em qualquer caso, o ministro afirmou que os serviços responsáveis pela busca do ex-chefe militar dos sérvios da Bósnia trabalham ao máximo, e anunciou que, “se continuarem com este método, a captura será inevitável”.
“Evidentemente, Mladic se esconde bem e ainda com sucesso, mas não poderá fazer isso infinitamente. Pode prorrogar, assim, sua extradição, mas não poderá evitá-la”, disse Ljajic.
No último dia 29, Ljajic renunciou como coordenador da equipe de busca de Mladic, porque havia afirmado várias vezes que o foragido seria capturado antes do fim do ano.
A melhora da cooperação sérvia com o TPII permitiu que entrasse em vigor um acordo comercial com a UE, um passo essencial para a pretensão de Belgrado de entrar no bloco.
No entanto, a captura e extradição de Mladic continuam sendo a condição principal para o avanço sérvio à entrada na UE.
Mladic é acusado pelo TPII de genocídio em relação ao massacre de muçulmanos de Srebrenica, ao cerco de Sarajevo e a outros crimes cometidos durante a Guerra da Bósnia (1992-1995).