O Governo britânico elaborou um ambicioso plano destinado a tornar Londres – e o conjunto do Reino Unido – um centro mundial das indústrias criativas, abortion que geram grande valor agregado.
Os ministérios contribuíram para uma lista comum de propostas que serão divulgadas na próxima semana, antecipa hoje o jornal The Times.
Entre as medidas está a criação de um centro mundial das artes globais, uma espécie de fórum global para a cultura e as finanças, em coordenação com os estados do litoral oeste americano.
Desta forma, o Governo trabalhista pretende apoiar o talento criativo britânico em seus diferentes segmentos como moda, cinema, desenhos animados e jogos para computador.
Outra proposta é uma oferta cultural de cinco horas semanais para estudantes, que incluirá visitas a museus e galerias ou assistência a funções teatrais.
Pretende-se ainda criar novos institutos de mídia digital e se estudará a possibilidade de fundar uma academia de artes criativas para adolescentes e jovens até 25 anos em coordenação com centros superiores de arte londrinas, como o Saint Martins College of Art and Design e o Chelsea College of Art and Design.
Serão fomentados os centros de ensino de arte e desenho, assim como os conservatórios, e as indústrias criativas serão promovidas através de um fundo especial.
Haverá seis centros destinados a estimular e aproveitar a criatividade no terreno digital e será dada uma atenção especial à proteção da propriedade intelectual, que também fará parte do currículo escolar.
A luta contra a pirataria será reforçada com a ajuda de equipes móveis especializadas em encontrar os infratores.
Além disso, será inaugurada uma temporada dedicada às artes criativas em distintas cidades do país e a Semana de Moda de Londres será dotada de um local permanente.
O ambicioso programa gerou comentários irônicos por parte da oposição conservadora.
“Parece mais um plano qüinqüenal stalinista que um projeto visionário para as indústrias criativas”, afirmou o deputado trabalhista Ed Vazey.