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Mundo

Governo peruano descarta infiltração das Farc em sua fronteira

Arquivo Geral

10/03/2008 0h00

O ministro de Defesa peruano, order Antero Flores-Aráoz, descartou uma infiltração das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em seu país, informou hoje a agência oficial “Andina”.

“Todos os relatórios das patrulhas da Marinha e do Exército em Putumayo (fronteira com a Colômbia) não registraram a presença das Farc em território peruano e, se a houve, não foi detectada”, disse domingo à noite Flores-Aráoz em entrevista à “Panamericana Televisión” reproduzida pela agência oficial.

O titular da Defesa, que qualificou as Farc como uma organização terrorista, ressaltou que é difícil fiscalizar os 7.074 quilômetros de fronteira que o Peru tem com seus vizinhos, entre eles 1.506 quilômetros com a Colômbia.

Os temores em torno da presença das Farc em território peruano ressurgiram a partir da crise entre Quito e Bogotá, após a incursão, em 1º de março, das tropas colombianas em território equatoriano, que terminou com a morte de mais de vinte pessoas.

Em novembro de 2006, o jornal “La República” denunciou que guerrilheiros das Farc penetraram em diversas ocasiões em três povoados peruanos e que sua presença aumentou o cultivo de folha de coca na fronteira norte do país.

Flores-Aráoz ressaltou que seria inaceitável que as chamadas Casas del Alba – vinculadas à Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), que foram inauguradas no Peru – impregnassem o sistema democrático de seu país com conteúdos ideológicos contrários.

“E se, adicionalmente, houver elementos de coordenação para fazer subversão no país, isto seria absolutamente inaceitável”, manifestou o titular da Defesa, segundo a “Andina”.

Também afirmou que os serviços de inteligência investigam a origem do financiamento das Casas del Alba.

A Comissão de Defesa do Congresso peruano aprovou na semana passada um pedido para a formação de um grupo legislativo que apure as Casas del Alba, mas o plenário do Congresso ainda precisa aprovar a investigação.

Na Comissão, foi informado que no país foram criadas 300 Casas del Alba, o que foi interpretado por diversos representantes do Governo do social-democrata Alan García como uma tentativa de penetração ideológica no Peru.

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