Com isso, o Executivo confirma a informação divulgada nesta sexta pela defensora do povo peruano, Beatriz Merino, que afirmou que um homem ferido nos confrontos do dia 5 de junho tinha morrido nas últimas horas.
Após quase dois meses de protestos dos indígenas amazônicos, e que incluíram bloqueios de estrada e ocupações de postos de extração de petróleo e gás, a Polícia peruana iniciou em 5 de junho uma ação para liberar a estrada Belaúnde Terry, o que originou os choques.
Embora desde o primeiro dia dos confrontos habitantes e várias ONG tenham acusado a Polícia de fazer desaparecer corpos de nativos, a Promotoria peruana informou hoje que as primeiras investigações negam a existência de valas comuns na zona.
A Associação Pró-Direitos Humanos do Peru (Aprodeh) afirmou na sexta-feira, no entanto, que 61 pessoas continuam desaparecidas na região onde ocorrem os choques.
Os protestos visam à revogação de vários decretos legislativos que os nativos consideram prejudiciais a seus interesses. EFE