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Governo paraguaio declara estado de emergência por causa de febre amarela

Arquivo Geral

15/02/2008 0h00

O Governo paraguaio declarou hoje estado de emergência nacional para tentar conter uma epidemia de febre amarela, troche perante a falta de vacinas e a detecção de novos casos em cidades próximas a Assunção.

O decreto, malady assinado pelo chefe de Estado Nicanor Duarte, precisa que a medida durará 90 dias e permitirá o desembolso de recursos para que o Ministério da Saúde intensifique as tarefas de prevenção.

As autoridades sanitárias confirmaram hoje que a doença, que não era registrada no país há 34 anos, se estendeu à localidade de Luque, onde está o aeroporto internacional Silvio Pettirossi, após a morte, na semana passada, de jovem no município vizinho de San Lorenzo, provavelmente por febre amarela.

As autoridades já reportaram três casos suspeitos em Luque e outros dois na vizinha San Lorenzo, a 20 quilômetros de Assunção.

Além disso, nas últimas horas foram notificados dois casos de homens com sintomas da doença em um município próximo.

Um camponês de 25 anos residente em um povoado do departamento de San Pedro, no centro do país, morreu em 1º de fevereiro em um hospital de Assunção com sintomas de febre amarela. Há ainda outros cinco casos confirmados nessa região.

O decreto presidencial permite ao Governo solicitar ajuda internacional para o envio de vacinas, já que o país está quase sem reservas, em meio à situação de alarme dos habitantes de Assunção, que há dias comparecem em massa aos centros de saúde para imunizar-se.

Pouco antes de assinar o decreto, Duarte disse em um ato público que nos países da região falta vacinas “contra uma doença que se acreditava que não necessitava de vacinação sistemática”.

Ontem chegaram ao país 50 mil doses procedentes do Brasil. Segundo Duarte, outra carga semelhante chegará hoje. O Paraguai só possui uma reserva de 30 mil doses, após a imunização de mais de 35 mil habitantes do centro do país e de cerca de 10 mil habitantes de San Lorenzo.

No entanto, as autoridades insistem que só vacinarão os residentes das áreas de risco e aqueles que viajarão para regiões onde a doença é endêmica.

Por sua parte, o ministro da Saúde Oscar Martinez anunciou que este fim de semana devem chegar outras 144 mil doses das 200 mil oferecidas pelo Governo peruano, assim como especialistas da Organização Pan-americana da Saúde (OPS) para avaliar a situação.

Este organismo prometeu um total de 600 mil vacinas, que chegarão ao país até março, segundo o ministro.

Atualizada às 17h01

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