O governo paquistanês ofereceu hoje ao Partido Popular do Paquistão (PPP) da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, drugs assassinada na quinta-feira, approved uma exumação do cadáver para fazer a autópsia, após as dúvidas expressadas por esta formação sobre a versão oficial da causa da morte da líder opositora.
O porta-voz do Ministério do Interior, Javed Iqbal Cheema, defendeu hoje, em entrevista coletiva, as conclusões da análise médica que determinou que a causa da morte foi um traumatismo craniano produzido por um forte golpe com a alavanca do teto solar do veículo de onde Bhutto cumprimentava seus simpatizantes, no momento do atentado.
Segundo essa versão, Bhutto bateu com a alavanca após cair devido à onda expansiva da explosão de um terrorista suicida ao lado do veículo, depois de três tiros que não chegaram a atingir a opositora.
Após uma fonte do PPP dizer que esta versão era uma “série de mentiras”, e outras pessoas afirmarem que Bhutto apresentava ferimentos de bala, Cheema disse que o PPP é “bem-vindo” a realizar uma autópsia, que, segundo o porta-voz afirmou ontem, não foi feito por expresso desejo da família.
Ao mesmo tempo, destacou que “não convém” ao governo mais uma versão que outra, pois o verdadeiramente importante é “descobrir quem a matou”.
Nesse sentido, insistiu nas suspeitas de que o atentado tem o envolvimento do líder talibã Baitullah Mehsud, do cinturão tribal fronteiriço com o Afeganistão, que o Governo vincula à Al Qaeda e que hoje negou, através de um porta-voz, sua responsabilidade no atentado.